segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cap. 12- 3° temporada (1\4)

Capítulo 12  (1\4)



— Eu achei que você tivesse nascido aqui em Seattle, — murmuro. Minha mente corre. O que isso tem a ver com Jack? Joseph levanta o braço cobrindo o rosto e agarra um dos travesseiros, colocando-o abaixo da sua cabeça. Ele se recosta e me olha com uma expressão cautelosa. Depois de um momento ele balança a cabeça.
— Não. Elliot e eu fomos adotados em Detroit. Nos mudamos para cá logo após minha adoção. Denise queria morar na costa oeste, longe da expansão urbana, e ela conseguiu um emprego no Hospital Northwest. Eu tenho poucas memórias desse período. Mia foi adotada aqui.
— Então Jack é de Detroit?

— Sim.
Oh... — Como você sabe?
— Eu fiz uma verificação dos seus antecedentes quando você foi trabalhar para ele. Claro que ele fez. — Você tem um arquivo sobre ele, também? — Eu sorrio.
A boca de Joseph torce enquanto ele esconde seu sorriso. — Eu acho que é azul claro. — Seus dedos continuam a correr pelos meus cabelos. É calmante.
— O que há no arquivo dele?
Joseph pisca. Descendo ele acaricia minha bochecha. — Você realmente quer
saber?
— É tão ruim assim?
— Ele dá de ombros. — Eu conheço piores, — ele sussurra.
Não! Ele está se referindo a ele? E a imagem de Joseph como um pequeno menino perdido, sujo, amedrontado me vem à mente. Eu me enrolo em volta dele, segurando-o com mais força, puxando o lençol sobre ele, deito minha bochecha contra seu peito.
— O que? — Ele pergunta, intrigado com a minha reação.
—Nada, — murmuro.
— Não, não. Isso funciona para os dois lados, Demi. O que é?
— Olho para avaliar sua expressão apreensiva. Descansando minha bochecha sobre seu peito mais uma vez, eu decido contar a ele. — Às vezes eu imagino você como uma criança... antes de você ter vindo morar com os Jonass.
Joseph endurece. — Eu não estava falando de mim. Eu não quero sua pena, Demetria. Essa parte da minha vida já se foi. Passou.
— Não é pena, — sussurro, horrorizada. — É simpatia e tristeza, tristeza por alguém fazer isso com uma criança. — Eu respiro firme e profundamente enquanto meu estômago se contorce e lágrimas surgem em meus olhos mais uma vez. — Essa parte de sua vida não se foi, Joseph. Como você pode dizer isso? Você vive todos os dias com o seu passado. Você mesmo me disse, Cinqüenta Tons, lembra? — Minha voz é quase inaudível.
Joseph bufa e corre sua mão livre pelo cabelo, mas ele permanece quieto e tenso debaixo de mim.


— Eu sei que é por isso que você sente necessidade de me controlar. Manter-me segura.
— E ainda assim você opta por me desafiar, — ele murmura perplexo, passando a mão em meu cabelo.
Eu franzo a testa. Puta merda! Eu faço isso deliberadamente? Meu subconsciente remove seus óculos de meia-lua e mastiga o fim, apertando os lábios e balançando a cabeça. Eu o ignoro. Isto é confuso, eu sou sua esposa, não sua submissa, não uma empresa que ele adquiriu. Eu não sou a prostituta viciada em crack que era sua mãe...
Foda-se. O pensamento é revoltante. As palavras do Dr. Flynn me vem à mente:
"Basta continuar fazendo o que está fazendo. Joseph está virado de cabeça para baixo... É uma delícia de se ver."
É isso aí. Eu só estou fazendo o que eu sempre fiz. Não é isso que Joseph achava atraente em primeiro lugar?
Oh, esse homem é tão confuso.
— Dr. Flynn disse que eu deveria lhe dar o benefício da dúvida. Eu acho que eu dou, não tenho certeza. Talvez seja a minha maneira de trazê-lo para o aqui e agora, longe do seu passado, — sussurro. — Eu não sei. Eu simplesmente não consigo saber como você vai reagir.
Ele está em silêncio por um momento. — Foda-se Flynn, —resmunga para si mesmo.

— Ele disse que eu deveria continuar a me comportar da maneira que eu sempre me comportei com você.
— Agora ele diz isso? — Joseph diz secamente.
Ok. Isso não vai levar a nada. — Joseph, eu sei que você amava sua mãe, e você não poderia salvá-la. Não era seu trabalho fazer isso. Mas eu não sou ela.
Ele congela novamente. — Não, — ele sussurra.
— Não, ouça. Por favor. — Eu levanto minha cabeça para olhar nos olhos cinzentos que estão paralisados com medo. Ele está segurando a respiração. Oh, Joseph... Meu coração aperta. — Eu não sou ela. Eu sou muito mais forte do que ela. Eu tenho você, e você é muito mais forte agora, e eu sei que você me ama. Eu te amo, também, — sussurro.
Ele contrai a testa como se minhas palavras não fossem o que ele esperava. — Você ainda me ama? — Ele pergunta.
— Claro que sim. Joseph, eu sempre vou te amar. Não importa o que você fez para mim. — É esta certeza que ele quer?
Ele exala e fecha os olhos, colocando o braço sobre seu rosto, mas me abraça para mais perto, também.
— Não se esconda de mim. — Chegando mais perto, agarro sua mão e puxo seu braço para longe de seu rosto. — Você passou a vida escondendo. Por favor, não, não de mim.
Ele olha para mim com incredulidade e franze a testa. — Escondendo?
— Sim.
Ele muda de posição de repente, rola para o lado, movendo-me para que eu fique ao lado dele na cama. Ele chega mais perto, tira o cabelo do meu rosto e coloca uma mecha atrás de minha orelha.
— Você me perguntou hoje mais cedo se eu te odiava. Eu não entendi o por que, e agora — ele para, olhando para mim como se eu fosse um enigma completo.
— Você ainda acha que eu te odeio? — Agora minha voz é incrédula.
— Não. — Ele balança a cabeça. — Agora não. — Ele parece aliviado. — Mas eu preciso saber... por que você usou a palavra de segurança, Demi?
Eu empalideço. O que eu posso dizer a ele? Que ele me assustou. Que eu não sabia se ele ia parar. Que eu implorei e ele não parou. Que eu não queria que as coisas se intensificassem... como, como aquela vez aqui. Eu tremo ao lembrar dele me batendo com o cinto.
Eu engulo. — Porque... porque você estava tão irritado e distante e... frio. Eu não sabia o quão longe você iria.
Sua expressão é ilegível.
— Você ia me deixar gozar? — Minha voz é apenas um sussurro, e eu sinto minhas bochechas corarem, mas eu sustento meu olhar.
— Não, — ele diz eventualmente.
Puta merda. — Isso é... duro.
Os nós dos seus dedos roçam suavemente minha bochecha. — Mas eficaz, — ele murmura. Ele olha para mim como se estivesse tentando ver dentro da minha alma, seus olhos escurecendo. Depois de uma eternidade, ele murmura: — Estou feliz que você fez.
— Sério? — Eu não entendo.

Seus lábios torcem em um sorriso triste. — Sim. Eu não quero te machucar. Eu me empolguei. — Ele se abaixa e me beija. — Perdido no momento. — Ele me beija outra vez.
— Acontece muito com você.
Oh? E por alguma razão bizarra a idéia me agrada... Eu sorrio. Por que isso me faz feliz? Ele sorri, também.
— Eu não sei por que você está sorrindo, Sra. Jonas.
— Nem eu.
Ele envolve-se em torno de mim e coloca a cabeça no meu peito. Somos um emaranhado de membros nus e lençóis de cetim vermelho. Eu afago suas costas com uma mão e corro os dedos da outra mão pelo seu cabelo. Ele suspira e relaxa em meus braços.
— Isso significa que eu posso confiar em você... para me parar. Eu nunca quis magoar você, — ele murmura. — Eu preciso — ele para.
— Você precisa de quê?
— Eu preciso de controle, Demi. Como eu preciso de você. É a única maneira que eu conheço. Eu não posso mudar isso. Eu não posso. Eu tentei... e ainda assim, com você... —
Ele balança a cabeça, exasperado.
Eu engulo. Este é o coração do nosso dilema, a sua necessidade de controle e sua necessidade por mim. Eu me recuso a acreditar que estes são mutuamente exclusivos.
— Eu preciso de você, também, — eu sussurro, abraçando-o com mais força. — Eu vou tentar, Joseph. Vou tentar ser mais atenciosa.
— Eu quero que você precise de mim, — ele murmura.
Puta merda!
— Eu preciso! — Minha voz é apaixonada. Eu preciso muito dele. Eu o amo tanto.
— Eu quero cuidar de você.
— Você cuida. O tempo todo. Eu senti tanto sua falta enquanto você estava fora.
— É mesmo? — Ele parece surpreso.
— Sim, é claro. Eu odeio você indo embora.
Sinto seu sorriso. — Você poderia ter vindo comigo.
— Joseph, por favor. Não vamos discutir novamente esse argumento. Eu quero trabalhar.
Ele suspira enquanto eu passo meus dedos suavemente pelo seu cabelo.
— Eu te amo, Demi.

— Eu te amo, também, Joseph. Eu sempre vou te amar.
Nós dois permanecemos deitados calmo e tranquilamente depois da nossa tempestade. Ouvindo as batidas do seu coração, eu caio exausta no sono.



By Karoline Nunes...

Oie meninas desculpa a demora para postar mais fiquei esperando a Lua chegar em casa e ver se ela queria postar a fic,mais ela pediu que eu continuasse...
Mais noticia boa ela já está em casa e está se recuperando bem...
E ela está de olho heim,que coisa não gostaram de mim eh?
Só 7 comentários...Vamos lá queridas comentem...
Beeeeeeeeeeeeeeeeeijos

As 7 queridas que comentaram dedico esse capitulo em especial a vocês...

17 comentários:

  1. Olha eu aqui, eu gostei de você Karol. Desculpa não falar isso no capítulo anferior, mas é que foquei na Lua. Mas ok.
    Demi e Joe é um casal complexo e doido. Mas eu gosto. Tava pirando com a demora. Bom, capítulo perfeito (: Beijos pra Karol e pra Lua.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada querida tô me sentindo melhor agora
      muito obrigada por comenta
      beeeeeeeijos

      Excluir
  2. Olha eu aqui, eu gostei de você Karol. Desculpa não falar isso no capítulo anferior, mas é que foquei na Lua. Mas ok.
    Demi e Joe é um casal complexo e doido. Mas eu gosto. Tava pirando com a demora. Bom, capítulo perfeito (: Beijos pra Karol e pra Lua.

    ResponderExcluir
  3. Oiii! Deseje melhoras a Lua e obrigado por postar!! Eu simplesmente amo esse blog, confesso que quando comecei a ler fiquei meio receosa por conta dos comentários sobre o livro, porém acho que não tem nada demais, é perfeito e viciante, então poste logo menina!! Beijos :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. oie queridíssima
      eu adoro seu blog
      tô a algum tempo sem comentar
      mais eu t^ sem tempo
      assim que der eu retomo aleitura da sua fic
      beeeeijos e muito obrigada

      Excluir
  4. Olha eu aqui, eu gostei de você Karol. Desculpa não falar isso no capítulo anferior, mas é que foquei na Lua. Mas ok.
    Demi e Joe é um casal complexo e doido. Mas eu gosto. Tava pirando com a demora. Bom, capítulo perfeito (: Beijos pra Karol e pra Lua.

    ResponderExcluir
  5. oi karol,tudo bom?,desculpa não comentar no capitulo anterior.é que aqui eu não tava conseguindo comentar,tava dando erro ou algo assim,não sei por que.lua melhoras flor espero que vc fique boa logo,e karol posta logo linda . bjss ...capitulo mais que perfeito <3 :D

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. oie gata que nada
      obrigada por comentar
      beeeejos

      Excluir
  6. UAUUU!!!! Acho que é tudo o que posso dizer desse cap. pal posso esperar para a continuação!!!

    ResponderExcluir
  7. Hmmmmmmmm perfeitoo, oii tia tudo bem rss manda um beijo pra Lua

    ResponderExcluir
  8. Acho fofos esses "eu te amo" queacabam nas conversas. Mostra que eles não são um casal tããããããããããããããão fora do normal kkk
    Posta logo ;)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. kkkk não não eles são normais
      pelo menos um pouquinho
      beeeeeeeeijos
      obrigada por comentar

      Excluir
  9. Gostei sim...cap perfeito n demora n pra postar da agonia preciso q seja rapido fico mf anciosa...bjs e q bom q a Lua ta melhor..

    ResponderExcluir
  10. Gostei sim...cap perfeito n demora n pra postar da agonia preciso q seja rapido fico mf anciosa...bjs e q bom q a Lua ta melhor..

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá querida
      mais um pouquinho postado
      brigadapor comentar
      beeijos

      Excluir